Mulheres de Antenas

Tchau!

Julho 3, 2009 · Deixe um comentário

livros de dalcidio sobre a mesa

Com livros de Dalcídio Jurandir sobre a mesa, despeço-me deste blog. Fui!

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Presentes!

Julho 1, 2008 · 10 Comentários

Livros são minhas paixões. Trabalho para o mercado editorial, durmo ao lado deles, distraio-me fazendo leituras. Nos últimos meses, a pesquisa e a redação para um guia turístico me deixaram muito cansada e sem vontade nenhuma de escrever outras coisas. O blog ficou à deriva. Enquanto isso, eu lia, totalmente off-line.

Neste período (para ser exata, no dia 19 de junho), recebi dois presentes dos filhos de Dalcídio Jurandir, meu escritor favorito: o livro biográfico Dalcídio Jurandir, Romancista da Amazônia, que é na verdade um estudo crítico que “destaca as várias facetas do escritor no trabalho com a palavra: como jornalista, crítico literário, ativista político, poeta e romancista, com pesquisa baseada nos 2660 documentos do acervo Dalcídio Jurandir, do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa”; e o romance dalcidiano Belém do Grão Pará.

Belém do Grão Pará foi o segundo trabalho que li do autor. Em 2002, por acaso, encontrei-o à venda na internet, em um site português. Encomendei-o e tive uma feliz surpresa com ao me deparar com um prefácio escrito pelo grandioso escritor Ferreira de Castro. Apesar de ótimo romance, era uma edição com muitos erros, em papel de baixa qualidade.

Esta nova versão é caprichada, bem diferente da lusitana. Minha leitura ainda está em curso e tenho adorado as notinhas de rodapé. Penso como seria interessante se tivéssemos edições comentadas do Ciclo do Extremo Norte. Mas, para isso, precisamos de leitores.

*Agradeço imensamente a José Roberto Pereira e à Margarida Benincasa, filhos do mago do Marajó, pelos lindíssimos regalos. Tenham certeza, para mim, não há presentes melhores.

+ DJ

Leia aqui uma crítica do Professor Paulo Nunes sobre a nova edição de Belém do Grão-Pará.

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El Tapeo

Junho 19, 2008 · 3 Comentários

Sampa tem hoje muitos bares “de tapas”, que imitam os da Espanha. Eles servem pequenas porções (entre 100 e 150 gramas) de iguarias, o que gera uma degustação de pratos e sabores diferentes, além de permitir que, entre várias pessoas de um grupo, cada uma possa pedir pequenas quantidades do que mais interessar. Uma vez, para uma matéria sobre comida espanhola, entrevistei o simpático proprietário do bar Calà del Grau – Cocina de Espana, Juan Quilis. Ele me contou que há duas versões para a origem do nome tapas.

A primeira, mais romântica, conta que o rei Afonso X, o Sábio, estava muito debilitado e não conseguia se alimentar direito. Seu cozinheiro começou a servir pequenas porções acompanhadas de vinho. O rei se recuperou e recomendou que se seus súditos comessem aos poucos e bebessem vinho junto. Então, para obedecer ao rei, os copos vinham acompanhados de fatias de presunto, batatas, queijos…

Achei uma menção a essa história num site espanhol… el Rey Sabio dispuso que en los mesones de Castilla no se despachara vino si no era acompañado de algo de comida, regia providencia que podemos considerar oportuna y sabia para evitar que los vapores alcohólicos ocasionaran desmanes orgánicos en aquellos que bebían….”

Segundo Quilis, a segunda versão é que as bodegas tinham muitos insetos, falta de higiene, e para evitar que estes caíssem no vinho, os copos eram tampados com pedaços de jamon, berinjela ou outro alimento.

No mesmo site, essa informação também procede “Cuando en toda España se generalizaron lãs,„botillerías” y „tabernas”, la provisión del Rey Sabio continuó vigente. Y, por esta razón, el vaso o jarro de vino se servía tapado con una rodaja de fiambre, o una loncha de jamón o queso, que tenía dos finalidades: evitar que cayeran impurezas o insectos en el vino y facilitar al cliente empapar el alcohol con un alimento sólido, como aconsejaba Alfonso X. Éste fue el origen del nombre de esta tradición española tan arraigada, la tapa, el alimento sólido que tapaba el vaso de vino.”

Seja qual for a origem, hoje em dia, os espanhóis adoram passar a noite comendo aos bocadinhos em locais com vários bares de tapas, de ambos os lados da rua. São bares estreitos, com apenas um grande balcão de pedidos e nada de mesas ou bancos. As pessoas pedem alguma coisa e ficam de bar em bar, experimentando um pouco de cada acepipe. No fim da noite, uma pessoa chega a percorrer cinco ou seis bares. Essa concentração de bares é chamada “El Tapeo”.

Quer provar algumas tapas em São Paulo?

Calà del Grau: Rua Joaquim Távora 1266 – Vila Mariana.

Telefone: 11-5549-3210

Eñe: Rua Dr. Mario Ferraz 213 – Jardim Paulistano.

Telefone: 11-3816-4333

Imagem: Apartment Therapy

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Dalcídio Jurandir no acervo público de São Paulo

Maio 10, 2008 · 2 Comentários

Em uma pesquisa rápida no acervo das bibliotecas de São Paulo podemos constatar que, até para empréstimo, é muito difícil encontrar obras de Dalcídio por aqui.

Segundo o site da Prefeitura de SP, temos, em toda capital:

5 exemplares de Os Habitantes

1 exemplar de Ponte do Galo

4 exemplares de Ribanceira

Puxa, eu doei um Chove nos campos de Cachoeira para um amigo. Quando encontrar outro, doarei à prefeitura.

Para consultar o acervo das bibliotecas paulistanas, clique aqui.

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Gênio dos graves

Maio 4, 2008 · 1 Comentário

Pastorius

Um dia, o músico paraense Rafael Lima apareceu em casa com um CD. “Escute isso”, disse. Era Jaco Pastorius. Depois de ouvir, e abismada com tanta habilidade em acordes tão graves, perguntei: quem é? Então, Rafa me contou a trajetória do genial músico que reinventou o baixo e morreu de forma tão banal. Jaco é um brinde para os ouvidos, um frescor para o cérebro. Ele se foi, mas deixou um legado e tanto.

Nos vídeos abaixo, Jaco toca a melódica Portrait of Tracy (com a banda Weather Report) e a animada The Chicken.

E eu não conseguiria escrever um texto melhor do que este sobre ele. Perfeito.

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Uma pausa para o chá

Abril 23, 2008 · 5 Comentários

“O Chá nada mais é do que isto:
Primeiro você aquece a água,
Depois você prepara o chá.
Depois você bebe adequadamente.
Isso é tudo o que você precisa saber.”
Sen Rikyu (1522-1591)

Aí vem as Olimpíadas de Pequim e com ela todas as manifestações pró-libertação do Tibete. É uma pena que outros países boicotem os jogos olímpicos por problemas políticos. O Tibete tem todo direito de fazer protestos e a hora para chamar a atenção mundial é essa. Mas acho lastimável a forma de retaliação chinesa, a censura daquele país e também e a parcial cobertura da mídia ocidental. Tenho acompanhado as notícias via blog No Oriente, acho que é uma boa leitura a quem se interessar pelo assunto.

Mas não era pra falar nem de Olimpíada e nem de Tibete que comecei esse post. A China é um dos berços da civilização moderna e só podemos aprender com sua cultura milenar. Sabe-se que muito do que conhecemos hoje como arte (marcial, estética oriental, culinária) foi levada por monges budistas que migravam da Índia e China para outros países e depois incorporavam as influências do novo lugar.

É essa a origem do ritual de tomar chá verde, conhecido como Cerimônia do Chá. Trata-se da arte de preparar, servir e saborear a bebida em companhia de convidados. Mais do que uma cerimônia, o chá é um dos caminhos para trazer equilíbrio e paz interior a todos os participantes.

A palavra chá ganhou no Japão o sufixo dô, que significa caminho. O chado nada mais é do que um veículo para meditação e tem inspiração em quatro princípios básicos: wa (harmonia), kei (respeito), sei (pureza) e jaku (tranqüilidade).

Foram os monges zen que levaram esse ritual para o Japão. Lá, a estética japonesa aprimorou cada detalhe – do jardim verdinho da espera, ao lugar cuidadosamente elaborado para esvaziar a mente com arranjo de flores, à escolha de cerâmicas sóbrias, ao uso do quimono pelas mulheres, ao pergaminho com caligrafia japonesa pendurado na parede. Ali os convidados se acomodam da melhor maneira e degustam o matcha – chá verde em pó – enquanto dividem momentos de sabedoria e respeito com o próximo.

Para oferecer esse ritual é preciso muito treino, mas a essência é fácil de praticar. Chame alguns amigos, pense em assuntos agradáveis para falar, coloque música ambiente leve, providencie alimentos que combinem, arrume o local com muito cuidado para que todos se sintam à vontade. Enquanto serve o chá, transmita simplicidade, para não deixar ninguém sem jeito, e tranqüilidade. Converse baixo, a intenção é apenas apreciar bons momentos e não fazer uma festa.

Eu faço uma pausa para o chá todos os dias para mim mesma. Arrumo um cantinho, seleciono a erva, escolho a melhor xícara e, às vezes, ouço uma música instrumental. Tem dias que bebo devagar, de olhos fechados. Também faço isso no jardim, entre roseiras e camélias. Estou a anos-luz do que é realmente o chado, mas como é bom ter esse momento só para mim.

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O fim do Instituto Dalcídio Jurandir e preocupações futuras

Abril 2, 2008 · 1 Comentário

Dalc�dio Jurandir

A notícia da extinção do Instituto Dalcídio Jurandir na última segunda-feira caiu como bomba entre acadêmicos de Literatura Brasileira no Pará. As comunidades literárias do resto do Brasil nem ficaram sabendo. Ou não se importaram com o fato. Pudera, somente em 2003, com a fundação do Instituto e com a doação de todo o acervo do escritor para a Casa de Rui Barbosa que o Estado do Rio de Janeiro tomou consciência da importância deste escritor, que está enterrado no Cemitério São João Batista, o mais famoso do Rio. Em São Paulo, os cursos de graduação e pós-graduação nem mencionam a existência dele.

Dalcídio Jurandir, morto em 1979, é considerado o maior romancista de toda a literatura amazônica. É autor de Chove nos Campos de Cachoeira, Marajó, Três Casas e um Rio, Belém do Grão-Pará, Passagem dos Inocentes, Ponte do Galo, Primeira Manhã, Os Habitantes, Chão dos Lobos e Ribanceira, obras que compõem o ciclo Extremo-Norte, e do romance operário Linha do Parque.

Suas obras sempre contaram com uma péssima distribuição nacional, publicações sem autorização e não pagamento de direitos autorais. As editoras nunca tiveram preocupação com o planejamento de novas edições, por isso, sem nenhum título nas prateleiras, um dos expoentes da segunda fase modernista foi condenado ao ostracismo. Na década de 90, comentavam-se, à boca pequena, que problemas familiares acerca de direitos autorais também eram motivos para a pausa nas reedições.

Isso mudou quando Ruy Pereira, sobrinho do escritor, fundou o Instituto Dalcídio Jurandir com a missão de resguardar e tirar do limbo a grande obra amazônica. Havia a promessa para a reedição dos títulos e o projeto da comemoração nacional do centenário de seu nascimento, em 2009. Agora, os dois filhos do escritor e a presidência do órgão, composta de Ruy e sua esposa, a professora Soraia Reolon Pereira, tiveram divergências e encerraram as atividades do IDJ.

Ruy Pereira me disse por e-mail que entre os motivos da extinção estão a “insatisfação pessoal dos herdeiros com a lenta distribuição e venda dos livros através dos respectivos editores públicos que atualmente patrocinam todo o trabalho de proteção e promoção do acervo e da obra em questão”; e “obter resultados financeiros objetivos, mesmo com o risco de publicar os romances sem o devido tratamento editorial que sempre esteve por merecer o autor e que vem sendo realizado pela FCRB e pela EDUFPA”.

Os herdeiros alegam que o projeto só beneficiava o círculo acadêmico. De acordo com José Roberto Freire Pereira, filho de Jurandir, não houve atritos entre a família e administração do instituto, mas afirmou que” o IDJ não estava atendendo o seu principal objetivo, que era levar a obra de Dalcídio ao grande público. O trabalho dele continua restrito ao meio acadêmico e intelectual, no qual já é consagrado”, explicou.

Em entrevista ao jornal paraense O Liberal, José Roberto ainda disse que “o motivo da extinção do IDJ não passa de uma questão puramente lógica e estratégica”. E em relação à manutenção acervo doado à Casa de Rui Barbosa alegou que “foi assinado um Termo de Doação em julho de 2003, pelo então presidente da Fundação, José Almino de Alencar e Silva Neto, e nós, digo eu e minha irmã, Margarida Maria Benincasa. É para nós motivo de orgulho e segurança manter esse material nesta instituição do mais alto nível de credibilidade”, afirmou.

Adendo:

Carmem, esposa de José Roberto, ligou-me no sábado (05/04) e me esclareceu que não serão interrompidas as reedições das obras com parceria da Universidade Federal do Pará. Eu havia comentado que o único livro reeditado pelo instituto, Belém do Grão Pará, teve o aval dos acadêmicos e incluiu glossário de expressões e topônimos, além dos cuidados primorosos na edição (quem comprava os livros de Dalcídio editados pela Cejup pôde notar as diferenças). Enfim, vamos aguardar as novidades.

Carmem e José Roberto me pediram para corrigir o texto anterior, com base nas novas informações de O Liberal. Como jornalista, não posso deixar de ouvir os dois lados sempre, portanto, também mantive as alegações de Ruy Pereira.

Texto corrigido em 08/04/2008.

Leia aqui a matéria completa sobre este assunto publicada em O Liberal de 07/04/2008.

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Lançamento de Órfãos do Eldorado

Março 13, 2008 · 1 Comentário

Após sete anos, eu estava novamente à sua frente.

Minha cara de alegria diz tudo.

Milton Hatoum

Beijos, afagos e autógrafos de Milton Hatoum, que escreveu-me:

“Para Elis, apaixonada por Belém, que está aqui. Com um beijão e carinho de Milton Hatoum”.

Obs: “está aqui” se refere ao livro Órfãos do Eldorado, ambientado em Belém, Manaus, Parintins e Marabá.

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Panorama de Dalcídio Jurandir na internet: a literatura marajoara no ciberespaço

Março 3, 2008 · 8 Comentários

Diante da tela de um computador, o anônimo mergulha no ciberespaço e encontra trechos e citações de uma literatura completamente desconhecida, situada na Amazônia, precisamente na Ilha de Marajó. Jamais sonharia o romancista Dalcídio Jurandir que um instrumento seria capaz de levar informações sobre sua vida e obra para qualquer lugar do planeta, em qualquer dia e horário. Justamente ele, que era um “homem simples e radicalmente avesso a qualquer tipo de marketing”, como descreveu o jornalista e amigo Moacyr Werneck, na ocasião da fundação do Instituto Dalcídio Jurandir, em 2003.

Para os exploradores, curiosos e bisbilhoteiros, a internet é uma facilitadora da comunicação. É por meio dela que hoje tomamos conhecimento de parte das notícias do mundo e podemos nos aprofundar em nossas pesquisas, divulgar relatos pessoais, contar ou reescrever a história de outras pessoas, ilustres ou desconhecidas.

Em 1999, uma procura pelo nome de Dalcídio Jurandir nos sites de busca da internet apresentava apenas um resultado: o comentário pejorativo do articulista Olavo de Carvalho sobre uma discussão entre comunistas na eleição da ABDE (Associação Brasileira de Escritores), em 1949.

Eu não sabia se Dalcídio era realmente importante para a Literatura Brasileira, mas, naquele momento, tinha acabado de ler Chove nos Campos de Cachoeira e acreditava que era um dos maiores romances em Língua Portuguesa, e que seu autor merecia mais crédito do que ter apenas seu nome ligado a intrigas no meio eletrônico.

Fiz um site simples, denominado Louca por Dalcídio, que ainda hoje mantenho no ar por curiosidade histórica. Seus romances estavam esgotados e não havia nenhuma informação sobre possíveis reedições. Por quase um ano, o site ficou incógnito, escondido entre tantos outros mais atraentes do ciberespaço até que foi catalogado nos sites de busca.

Não tinha consciência do trabalho que os professores da Unama e da UFPA realizavam para garantir a sobrevivência da obra dalcidiana no Estado do Pará. Só tomei conhecimento quando o Dr. Günter Pressler, professor do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da UFPA e coordenador do curso de Mestrado em Letras, teve a idéia do I Colóquio Dalcídio Jurandir, realizado na Ilha de Marajó, em 2002.

Na época, eu já recebia várias mensagens eletrônicas de estudantes e curiosos da literatura, todos carentes de informações sobre o escritor de Belém do Grão-Pará. Eu, leiga e apenas uma leitora comum, encaminhava os contatos aos professores, amigos e familiares de Dalcídio que conheci por meio do meu primeiro site.

Em 1999, mal se contava quem tinha acesso à internet da própria casa e, atualmente, segundo dados divulgados pelo Ibope e-rating em janeiro de 2004, o número de usuários potenciais no Brasil, isto é, pessoas que possuem pelo menos um computador com acesso à internet, é de 20,5 milhões de internautas.

A situação é outra. Se antes havia apenas uma citação negativa sobre o autor de Três casas e um rio, hoje existem mais de 400 (9.270) textos sobre ele em sites, blogs e portais de notícias, com informações sobre sua vida e obra. Uma rápida pesquisa de seu nome no maior site de buscas da web, o Google, confere 467 (9.270) citações em toda a rede mundial, sendo 455 (8.830) citações em páginas de Língua Portuguesa e 406 (4.020) em páginas do Brasil.

Dalcídio virou coqueluche entre os intelectuais de Letras de todo o País. Teses e dissertações sobre a obra dalcidiana pipocaram nas universidades. Ruy Pereira, sobrinho do escritor, fundou, em 2003, o Instituto Dalcídio Jurandir, na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Conta com um acervo de mais de 750 livros da biblioteca pessoal do autor marajoara, documentos, manuscritos, fotografias, correspondências e originais de seus romances.

A promessa é de que o acervo logo venha para a web e que qualquer cidadão possa consultar, conhecer mais e até incrementar um trabalho acadêmico a partir de fontes seguras e corretas – como é reconhecida a Casa de Rui Barbosa por sua competência no apoio à pesquisa e à história. Não dava para imaginar que tudo isso seria possível há cinco anos.

Escrito originalmente em 2004 para a revista paraense Asas da Palavra, publicada pela Universidade da Amazônia (Unama). Para comparação, estão entre parênteses os números atuais. É inacreditável como Dalcídio Jurandir transborda hoje no ciberespaço .

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2046

Janeiro 23, 2008 · 3 Comentários

Hoje seria um dia bom para ver 2046.

Vou ao bairro da Liberdade namorar novamente aquele chapéu vietnamita. Estarei perto das coisinhas orientais que tanto gosto. Quando passeio por lá, tenho vontade de colocar meus filmes asiáticos em dia, principalmente os chineses.

Acordei pensando em 2046. No enredo desse filme, um jornalista ganha a vida escrevendo ficção para um jornal, mas sua vida parece uma viagem de LSD marcada por lembranças. O personagem de Tony Leung Chiu Wai acredita que está escrevendo sobre o futuro, mas na verdade é sobre o passado.

2046 não agradou muito (nem crítica, nem público).

2046

Mas é um dos filmes que mais tenho vontade de rever.

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